sexta-feira, 17 de abril de 2015

Formatura de cursos de qualificação em Nova Veneza

Mais duas turmas chegaram à conclusão do Curso de Informática nesta quinta-feira (16) no Palazzo delle Acque, em Nova Veneza. Ao todo, 50 alunos receberam os certificados. O programa é viabilizado por um convênio entre o SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial e a Prefeitura Municipal de Nova Veneza.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Aula prática

Os alunos do curso de Suporte e Manutenção em Microcomputadores e Redes Locais, orientados pelo instrutor Angelo Machado Bortolon, realizaram nesta segunda-feira, 13 de abril, aula prática da unidade curricular de Montagem e Manutenção I.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Como otimizar seu tempo na hora de estudar

O tempo é algo muito valioso. É importante saber como aproveitar esse tempo para estudar e assim cada vez ficar mais perto de conquistar a aprovação.

Mais importante do que o tempo disponível para estudo, é saber aproveitar esse tempo e otimizá-lo. De nada adianta ter os dias inteiros livros para estudos se a pessoa não sabe estudar com qualidade. Essa qualidade nos estudos é fundamental.

O primeiro passo para começar a otimizar os estudos é a organização do tempo estabelecendo quais são as prioridades. Como, por exemplo, saber que é preciso também ter um tempo para descanso. Não é porque a prova está se aproximando, que a pessoa deve estudar até altas horas da madrugada. Para ter um bom rendimento nos estudos, e até mesmo na prova, é preciso ter uma boa noite de sono.

Durante os estudos, se a pessoa sentir muito sono, ela deve parar de estudar e retomar os estudos no outro dia, reorganizando o cronograma de estudos. Dessa maneira os estudos serão mais produtivos.

Aproveite ao máximo o tempo de estudo, independentemente se forem 4 ou 8 horas diárias, a qualidade sempre deve ser priorizada. Aproveite também o tempo fora de casa. Se você vai de carro para o trabalho, coloque algumas aulas para escutar. Estude no horário de almoço, aproveitando para fazer uma leitura de um conteúdo ou revisar, além de fazer questões. Estude no ônibus, fila de supermercado; estudar fora de casa também ajuda pois dessa maneira a pessoa vai mantendo o conteúdo na memória.

Ao realizar uma leitura, tente absorver e fixar ao máximo o conteúdo. Não dá para ler rápido, da noite para o dia, mas é necessário assimilar cada palavra e detalhe do que está sendo lido. Grifar as partes mais importantes para fazer uma revisão posteriormente, ajuda bastante.

No tempo disponível para o estudo, a pessoa deve cuidar da iluminação do ambiente e escolher uma cadeira confortável, pois ela passará a maior parte do tempo sentada. Redes sociais e celular podem atrapalhar a concentração, é preciso evitar esses e outros itens que podem atrapalhar a concentração. Ter foco, força de vontade e disciplina são imprescindíveis para conseguir uma vaga no serviço público. E, não se esqueça: não desperdice seu tempo.

Fonte: Canal do Ensino.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Como ensinar seu cérebro a se concentrar

Deixar o celular longe, reunir o material de estudo de forma organizada, desligar a TV, sair da Internet, deixar água e algum lanche por perto, ficar sozinho e seguir um bom planejamento ajudam a melhorar o rendimento quando você precisa estudar, mas… cadê a concentração?

Se mesmo com toda a preparação do mundo seus pensamentos continuam bem longe da matéria que você precisa estudar e está difícil focar no mesmo texto ou exercício, dê uma olhada nestas três técnicas. Você pode usá-las separadamente, ou fazer um combinado para ajudar seu cérebro a se concentrar. Sim, é possível treinar o cérebro para focar numa única tarefa por mais tempo, do mesmo jeito que se pode treinar o corpo para fazer musculação, aprender capoeira, dançar ou correr uma maratona.

Técnica do Intervalo

Se está difícil de se concentrar, forçar a barra para passar horas e horas diante dos livros não ajuda em nada. Se a ideia é começar a treinar seu cérebro para tirar o melhor proveito das suas horas de estudo, vale começar aos poucos.

A Técnica Pomodoro, inventada em 1980 por Francesco Cirillo, é um método de gerenciamento do tempo. A ideia é simples: usar um timer para marcar pequenos períodos de produtividade. Você pode usar um daqueles timers de cozinha, qualquer relógio ou mesmo o seu celular. O método recomenda 25 minutos de concentração, mas você pode chegar lá aos poucos.

Antes de iniciar sua tarefa, lista de exercícios ou leitura, programe o alarme para um tempo curto, digamos, 10 minutos. Ao fim desse intervalo, faça uma pausa de dois minutos. Repita até completar quatro ciclos e faça uma pausa maior. Vá aumentando o tempo de concentração aos poucos, de cinco em cinco minutos, até alcançar o período ideal para você.

Só mais cinco…

Não, não são aqueles “só mais cinco minutinhos” quando o despertador toca de manhã cedo. É uma técnica para resistir à vontade de largar tudo que bate diante de uma tarefa extensa ou aborrecida demais. É uma boa maneira de lidar com o desânimo que dá, por exemplo, quando aqueles 20 exercícios de Química parecem uma barreira intransponível, ou quando o livro não está nem na metade e você já pensa em desistir.

O objetivo aqui, em vez de largar tudo e sair correndo, é dizer a si mesmo que você vai fazer só mais cinco coisas antes de desistir. Podem ser mais cinco exercícios, cinco questões daquela prova do vestibular anterior, cinco páginas do texto, cinco parágrafos do livro obrigatório, ou mesmo cinco linhas! Quando acabar, do mesmo jeito que você aperta o botão do despertador pra dormir mais cinco minutinhos, fale pra si mesmo: “só mais cinco”.

Ao quebrar a tarefa “de cinco em cinco”, você vai aguentá-la por mais tempo e, quem sabe, até cumprir o objetivo sem muito sofrimento.

Meditação Instantânea

Às vezes, o que atrapalha é a ansiedade (“tem muita matéria pra estudar, não vou dar conta!”), ou um problema qualquer que não tem nada a ver com o estudo. Nesses momentos, é importante deixar a mente livre de preocupações para que o tempo de estudo que você separou seja o mais produtivo possível.

Esta técnica de meditação pode ser aplicada em qualquer hora, em qualquer lugar. Vale para quando você precisa se concentrar nos estudos, mas também ajuda a baixar a ansiedade hora da prova. O passo a passo é muito simples, está explicado num vídeo de mais ou menos cinco minutos e está em inglês, mas tem legendas em português.


Fonte: Canal do Ensino.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Dicas de organização e disciplina na hora de estudar

Quando se pensa em começar a estudar, principalmente quando a rotina de estudos irá durar algum tempo, é necessário ter um cronograma de estudos adaptado à rotina, isso faz com que a pessoa aumente seu potencial e diminua o tempo dependido. Organização e disciplina são fundamentais.

A organização é importante para saber o que deve ser estudado e por quanto tempo esse conteúdo deve ser estudado. Organizando-se, a pessoa encontra uma maneira prática para cumprir o cronograma de estudos. Lembrando que o tempo deve ser estabelecido de acordo com a rotina.

É preciso ter objetividade, estabelecendo quais são as prioridades nos estudos, e organizar o tempo de acordo com as metas estabelecidas por você mesmo. Se é você quem determina sua rotina de estudos é importante traçar metas a serem cumpridas. Essas metas devem ser estabelecidas de acordo com o tempo disponível para estudo e a sua capacidade de aprendizagem.

Ter disciplina nos estudos é importante para seguir o que foi determinado. Logicamente que é preciso flexibilidade. Se depois de algum tempo você perceber que o plano de estudos não é o adequado, mude a maneira de estudar para melhorar a capacidade de estudo. Para estudos a longo prazo, conforme você vai evoluindo, a capacidade de aprendizado também aumenta e por isso, o plano de estudos deve ser mudado e adaptado.

Ir mudando e se adaptando é válido, estabeleça o que é prioridade nos estudos, o que é mais fácil, o que é mais demorado, o que tem maior peso na prova, no que você tem mais dificuldade, por exemplo. Lembrando que tudo isso pode ir mudando conforme os estudos e assim você vai adaptando a rotina.

Dessa maneira, os estudos renderão mais.
Fonte: Canal do Ensino.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Pesquisa Bairro da Juventude

Foi realizada na semana que passou a Pesquisa de Perfil de Entrada com os alunos do SENAI Criciúma em parceira com o Bairro da Juventude. Esta pesquisa é realizada com os novos alunos dos cursos de Aprendizagem Industrial. Ao todo, participaram da pesquisa aproximadamente 260 alunos dos nove cursos que o SENAI Criciúma disponibiliza no Bairro da Juventude.


quinta-feira, 26 de março de 2015

Aprendizagem Móvel: tendência educacional de 2015

O tempo em que o uso de tablets, laptops e celulares servia apenas a momentos de lazer e distração está chegando ao fim. Ao longo dos últimos anos, o que é apontando como tendência educacional em 2015 vem se firmando dentro e fora da sala de aula: a aprendizagem móvel.aprendizagem móvel.

Termo derivado do inglês ‘Mobile Learning’, esta é uma das modalidades do ensino à distância, complementar aos métodos de ensino tradicionais, que potencializa a apreensão de conteúdos com o auxílio de aparelhos móveis e da internet.

Por que Aprendizagem Móvel?

A democratização do acesso à informação e educação é um dos ganhos imediatos da aprendizagem móvel. Possível apenas pelo amplo acesso da população à celulares e tablets - hoje, existem cerca de 7 milhões de telefones celulares no mundo.

Um exemplo curioso, na cidade de Lahore, no Paquistão, é de um projeto da UNESCO que utiliza o serviço de SMS para distribuir conteúdo educacional a alunos de baixa renda que já tenham concluído o ensino fundamental.

Outro exemplo é o projeto BLOOM, lançado em vários países europeus, com foco em taxistas e motoristas de ônibus, cujo horário de trabalho não permite, na maioria dos casos, frequentar aulas tradicionais. Este programa provou que é possível fornecer conteúdo relevante a estudantes em circunstâncias incomuns.

Combinação leva à perfeição

Por mais que a tendência aponte para a consolidação da aprendizagem móvel no cenário educacional, aliar a tecnologia a métodos tradicionais ainda é a forma mais completa de se pensar educação nos dias de hoje. O importante, para professores e estudantes, é saber como usar o meio certo, no momento certo, para otimizar a aprendizagem.aprendizagem móvel

Câmera

Fotografar com seu celular também pode ser mais que uma diversão ou trabalho. Com a câmera é possível ilustrar trabalhos, tirar fotos de anotações ou exercícios a serem consultados posteriormente.

Gravador de vídeo / som

Pode ser usado para realizar trabalhos em vídeo, como mini documentários, ou em áudio, como um programa de rádio, por exemplo, consultar material multimídia, entre muitas outras possibilidades.

Idiomas na aprendizagem móvel

Existem muitos aplicativos como, por exemplo, tradutores e dicionários que nos permitem realizar consultas rápidas referentes aos termos e significados.

Geolocalização

Muitos aplicativos móveis fazem uso da geolocalização. Sem dúvida, essa é uma das muitas funções que podem ser utilizadas para incrementar o processo educativo.

Mensagens

Forma fácil e rápida para motivar a comunicação direta fora da sala de aula entre professores e alunos ou mesmo para o estudo em grupo. O Whatsapp, aplicativo gratuito, tem sido amplamente utilizado para troca de informações e conteúdo, especialmente entre candidatos a grandes exames como Vestibular e Concursos Públicos.

Vale ressaltar que a aprendizagem móvel promove uma aprendizagem independente, ao mesmo tempo em que permite ao professor estender o ensino para fora da sala de aula.
Fonte: ExamTime.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Canal Futura estreia série sobre educação

Iniciou nesta segunda-feira (9) o programa "Destino: Educação Brasil - Diferentes realidades", realizado pelo canal Futura, em parceria com o SESI - Departamento Nacional, entidade do Sistema Indústria. A série contará histórias sobre experiências bem-sucedidas em salas de aula que visam ao avanço do desempenho escolar dos alunos.

Em formato de documentário, o programa terá 26 episódios, com 30 minutos. Cada um deles será gravado em um município brasileiro selecionado. O primeiro episódio será sobre a rotina de Thiago Perovano, na pequena cidade de Ibiraçu, no Espírito Santo. O garoto de 11 anos cursa o 5º ano da Escola Municipal Ericina Pagiola. Partindo de sua rotina escolar, o programa mostrará o trabalho de gestão na área de educação no município, da diretora da escola, coordenadoras pedagógicas, corpo docente e sua relação com alunos e famílias que participam da vida escolar.

Veja abaixo como serão as exibições da série:
Data e horário: segundas-feiras, às 20 horas
Reprises: quintas-feiras, às 23 horas
Duração: 30 minutos
Classificação: livre

Os programas também estarão disponíveis, posteriormente, em www.destinoeducacao.org.br.

Fonte: FIESC.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Treinamento Portal do Aluno

Os alunos dos cursos de aprendizagem industrial e ensino superior, que ingressaram no SENAI em 2015, receberam nos últimos dias treinamento do Portal do Aluno, onde foram repassadas as funcionalidades do mesmo.

Os estudantes verificaram unidades curriculares, conteúdos ministrados, frequência e aproveitamento, além de responderem a pesquisa de perfil de entrada.

Para os alunos do curso superior, foi demonstrado também o Ambiente Virtual de Aprendizagem.


terça-feira, 3 de março de 2015

Reflexão sobre o uso de redes sociais no celular

O vídeo abaixo é uma reflexão sobre o mal uso de redes sociais utilizando telefone celular. Redes sociais aproximam os que estão longe e distancia quem está perto. Cuidado! Vamos usar com sabedoria e moderação!


segunda-feira, 2 de março de 2015

Professores e alunos podem ser amigos nas redes sociais?

Não existe um consenso sobre como deve ser a relação de professores e alunos nas redes sociais. Eles podem ser amigos no Facebook? As informações pessoais divulgadas nas redes interferem na relação em sala de aula? As redes podem ser usadas a favor da aprendizagem? Divulgado em 2013, o documentário ‘Uma escola entre redes sociais’ abordou o tema ao retratar o cotidiano de utilização do Facebook por professores e alunos do ensino médio do Colégio Estadual Brigadeiro Schoert, no Rio de Janeiro.

O objetivo era revelar as dinâmicas de como essa interação fora da escola acontece e para isso docentes e estudantes foram incentivados, em grupos, a debater o tema. O documentário é um dos resultados da pesquisa Redes Sociais na Escola, realizada pelo Observatório Jovem, da Universidade Federal Fluminense (UFF). ‘O espaço pedagógico da escola é pouco aberto para surpresas e as redes sociais nos abrem para o inesperado. A interação de professores e alunos nesse espaço permite que um conheça uma faceta do outro que não é demonstrada na escola’, afirma Paulo Carrano, coordenador do observatório e docente na faculdade e educação da UFF.

‘Eu não tinha nenhum aluno no meu Facebook, muito porque eu usava a rede para me comunicar com os meus amigos. Mas quando vi que as turmas do ensino médio tinham grupos das salas na rede, enxerguei isso como um canal de comunicação com eles’, contou no vídeo a professora de geografia Claudia Rodrigues. Segundo os relatos, o grupo é bastante utilizado pelos estudantes para a troca de materiais que os ajudam a estudar para provas, a realizar trabalhos e mesmo para continuar o debate sobre algum tema inicialmente abordado em classe.

Mas alguns dos estudantes entrevistados dizem que não costumam adicionar os professores como amigos na rede por ‘questões de privacidade’. Já outros dizem que não se importam, como a estudante do 2º ano Ana Caroline de Araújo Gaspar que diz não ter nada contra. ‘A postura do aluno no Facebook pode ser bem diferente da que ele tem na escola, mas isso não significa que ele é bagunceiro ou tira notas baixas. Mesmo o professor vendo o que a gente faz fora, isso não interfere na relação dentro da classe’. Já Ygor Marcolino de Oliveira, aluno do 3º ano, vê pontos positivos na amizade virtual. ‘Alguns professores postam coisas interessantes para a gente, postam matérias de prova para estudarmos e ajuda muito’, relatou.

A professora de história Luciana Dias, adota uma postura diferente de sua colega de geografia que disse ter criado um segundo perfil na rede apenas para essa interação com os alunos. Dias defende essa relação como um estímulo a aceitação individual. ‘É uma oportunidade que a gente tem de ensinar nossos alunos a sermos respeitados pelo que somos. Eu não vejo essa diferença, eu não sou a professora e a não professora. Eu sou eu, Luciana’.

Em um artigo publicado pela Universidade Federal de Goiás, os autores Delcides Rodrigues de Assis e Leonardo Antonio Alves ressaltam a importância do papel da internet na interação social, principalmente no que diz respeito a mistura da vida dentro das instituições de ensino com a pessoal. ‘É na junção desses planos através das redes sociais que a reação professor-aluno pode progredir. Apropriando-se das redes como meio de comunicação, o aprendizado será uma conquista mútua, dos alunos que conseguem tirar proveito de uma relação amistosa com seus professores, e destes, que na medida em que admitem as redes sociais como um novo ambiente de aprendizagem, podem utilizá-la, por exemplo, para postar os conteúdos propostos para as disciplinas’.

Mas ao mesmo tempo, essa postura é questionada por Carrano, pois quando os docentes estão usando seu tempo e recursos pessoais para disponibilizarem nas redes conteúdos educacionais, estão fazendo trabalho extra e sem remuneração. ‘O professor acaba levando trabalho para casa, pois muitas escolas não possuem internet ou computadores para eles usarem e ainda não enxergam isso como parte de seu trabalho’, explica.

‘Não há um consenso sobre essas condutas e acho que nunca vai ter. Mas espero que as instituições apoiem mais seus professores, que levem esse debate para o planejamento político-pedagógico, que encarem o fenômeno das redes sociais como um desafio e também como uma possibilidade educacional’, completa o professor.

Um ponto importante ressaltado pela professora de biologia Cristina Magella é sobre como essa interação virtual pode aproximar os docentes de seus alunos. Segundo ela, nenhum professor consegue ter uma relação mais próxima com todos os estudantes de uma turma, pois além delas serem numerosas, alguns alunos são mais tímidos ou simplesmente não se sentem confortáveis em se expor pessoalmente.

‘É uma forma de estar com o aluno no horário em que ele não está na escola. Estreita as relações e com isso ficamos sabendo um pouquinho da vida deles, o que também é bastante importante no processo de aprendizado’, afirma. E sua colega, Rodrigues, completa e vai além: ‘Descobrimos que muitas vezes eles são diferentes do comportamento que tem em sala de aula. Nas redes sociais vemos religião, carinho, rebeldia. Descobrimos um outro lado do aluno’.

Para ela, o que se descobre na relação pela internet pode ser comparado a momentos de interação extracurricular. ‘No meio do grupo o aluno é um e separado é outro. Se pegamos um ônibus junto com um aluno ou batemos um papo num passeio fora da escola é outra coisa, todo professor sabe disso. Essa aproximação que fazemos fora da escola, também pode ser feita pelo Facebook’.
Fonte: Porvir.

Assista a íntegra do documentário “Uma escola entre redes sociais” (22 minutos):

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Aprovados Pré-Incubadora SENAI/SC 2014/2015 - Etapa Consultoria

A unidade do SENAI de Criciúma teve três planos de negócio aprovados para a etapa de consultoria da Pré-Incubadora 2014/2015:
- “A Cápsula”, Lucas Cesar dos Santos Machado - Curso Técnico em Informática;
- “Frenezy”, Ana Paula Ugioni e Criselem de Souza Vieira - Curso Técnico em Produção de Moda;
- “MobileBus”, Filipe Damasceno Tristão e Vitor Gislon Vieira - Curso Técnico em Informática.

Foi com grande satisfação que recebemos esta notícia. Parabéns aos classificados!

As datas para execução da consultoria estão sendo definidas e serão informadas em breve.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O que eles já sabem?

Quando quer ensinar um novo conteúdo para a turma, você:
A) Entra na classe e discorre sobre ele.
B) Apenas pergunta quem já ouviu falar a respeito do tema.
C) Na roda de conversa, quer saber o que cada um conhece sobre o asssunto.
D) Sugere uma atividade em que os alunos possam colocar em jogo informações e procedimentos que dominam?

Quanto à primeira atitude, há pouco a comentar: não existe aprendizado sem sentido ou sem relação com a realidade do estudante e espera-se que a prática de lançar conteúdos descontextualizados esteja cada vez menos presente na escola. O problema está em B e C. Muitos professores se dão por satisfeitos em apresentar uma questão, receber um sim ou um não como resposta - ou até ouvir algum comentário dos alunos mais falantes - e iniciar a aula conforme o planejado.

Nada disso, porém, pode ser considerado uma abordagem diagnóstica. Fazer perguntas sobre o assunto e conversar na roda são práticas importantes, porém insuficientes para esse objetivo. A avaliação inicial, em qualquer série ou disciplina, deve colocar o aluno em contato direto com o conteúdo a ser ensinado, dando oportunidade de ele mobilizar e usar seus conhecimentos. Portanto, a resposta certa ao teste é a alternativa D.

José Antonio Castorina, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Buenos Aires, afirma que, antes mesmo da intervenção educativa, os alunos têm ideias prévias sobre quase todos os temas que a escola aborda. O educador precisa conhecê-las para não ensinar o que elas sabem e não fazer propostas além do que são capazes de compreender. É importante ter em mente que o seu papel é ajudar a construir ideias mais profundas e próximas dos objetivos escolares.

A melhor maneira de fazer uma avaliação inicial, portanto, é propor uma situação-problema, como fez a professora Marjorie Regina de Sousa, da EMEF Leandro Klein, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Para dar continuidade a questões do campo aditivo, em Matemática, ela elaborou um enunciado envolvendo a comparação de medidas e pediu que cada aluno procurasse a solução ao fazer registros no caderno. Ciente do nível de conhecimento da turma sobre os procedimentos para resolver esse tipo de questão, ela elaborou estratégias para continuar o processo de ensino e aprendizagem. Havia atividades tanto para os que não conseguiram propor um caminho para a resolução como para os que já ensaiavam a conta armada.

Propostas coerentes

Para Denise Tonello, coordenadora pedagógica do Colégio Miguel de Cervantes, em São Paulo, a atividade inicial deve ser sempre relacionada ao projeto que será desenvolvido. Ao analisar as produções da turma, você conhecerá o significado daquele conteúdo para o aluno e como ele o representa, e vai compreender a lógica educacional por trás das tarefas propostas. A heterogeneidade de conhecimentos presentes na classe ficará evidente, dando bases seguras para a elaboração de estratégias de ensino e o acompanhamento da evolução individual e coletiva.
Fonte: Revista Escola.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes

Esta é a Ana.


Ana é parte da Geração Y, a geração de jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e a metade da década de 1990. Ela também faz parte da cultura Yuppie, que representa uma grande parte da geração Y.

“Yuppie” é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta. Os yuppies em geral possuem formação universitária, trabalham em suas profissões de formação e seguem as últimas tendências da moda. (Wikipedia)

Um nome para yuppies da geração Y é “Yuppies Especiais e Protagonistas da Geração Y”, ou “GYPSY” (Gen Y Protagonists & Special Yuppies). Um GYPSY é um tipo especial de yuppie, um tipo que se acha o personagem principal de uma história muito importante.

Então Ana está lá, curtindo sua vida de GYPSY, e ela gosta muito de ser a Ana. Só tem uma pequena coisinha atrapalhando:

Ana está meio infeliz.

Para entender a fundo o porquê de tal infelicidade, antes precisamos definir o que faz uma pessoa feliz, ou infeliz. É uma formula simples:


É muito simples — quando a realidade da vida de alguém está melhor do que essa pessoa estava esperando, ela está feliz. Quando a realidade acaba sendo pior do que as expectativas, essa pessoa está infeliz.

Para contextualizar melhor, vamos falar um pouco dos pais da Ana:


Os pais da Ana nasceram na década de 1950 — eles são “Baby Boomers“. Foram criados pelos avós da Ana, nascidos entre 1901 e 1924, e definitivamente não são GYPSYs.


Na época dos avós da Ana, eles eram obcecados com estabilidade econômica e criaram os pais dela para construir carreiras seguras e estáveis. Eles queriam que a grama dos pais dela crescesse mais verde e bonita do que eles as deles próprios. Algo assim:


Eles foram ensinados que nada podia os impedir de conseguir um gramado verde e exuberante em suas carreiras, mas que eles teriam que dedicar anos de trabalho duro para fazer isso acontecer.


Depois da fase de hippies insofríveis, os pais da Ana embarcaram em suas carreiras. Então nos anos 1970, 1980 e 1990, o mundo entrou numa era sem precedentes de prosperidade econômica. Os pais da Ana se saíram melhores do que esperavam, isso os deixou satisfeitos e otimistas.


Tendo uma vida mais suave e positiva do que seus próprios pais, os pais da Ana a criaram com um senso de otimismo e possibilidades infinitas. E eles não estavam sozinhos. Baby Boomers em todo o país e no mundo inteiro ensinaram seus filhos da geração Y que eles poderiam ser o que quisessem ser, induzindo assim a uma identidade de protagonista especial lá em seus sub-conscientes.

Isso deixou os GYPSYs se sentindo tremendamente esperançosos em relação à suas carreiras, ao ponto de aquele gramado verde de estabilidade e prosperidade, tão sonhado por seus pais, não ser mais suficiente. O gramado digno de um GYPSY também devia ter flores.


Isso nos leva ao primeiro fato sobre GYPSYs: são ferozmente ambiciosos.


O GYPSY precisa de muito mais de sua carreira do que somente um gramado verde de prosperidade e estabilidade. O fato é, só um gramado verde não é lá tão único e extraordinário para um GYPSY. Enquanto seus pais queriam viver o sonho da prosperidade, os GYPSYs agora querem viver seu próprio sonho.

Cal Newport aponta que “seguir seu sonho” é uma frase que só apareceu nos últimos 20 anos, de acordo com o Ngram Viewer, uma ferramenta do Google que mostra quanto uma determinada frase aparece em textos impressos num certo período de tempo. Essa mesma ferramenta mostra que a frase “carreira estável” saiu de moda, e também que a frase “realização profissional” está muito popular.



Para resumir, GYPSYs também querem prosperidade econômica assim como seus pais – eles só querem também se sentir realizados em suas carreiras, uma coisa que seus pais não pensavam muito.

Mas outra coisa está acontecendo. Enquanto os objetivos de carreira da geração Y se tornaram muito mais específicos e ambiciosos, uma segunda ideia foi ensinada à Ana durante toda sua infância:


Este é provavelmente uma boa hora para falar do nosso segundo fato sobre os GYPSYs: vivem uma ilusão.

Na cabeça de Ana passa o seguinte pensamento: “mas é claro… todo mundo vai ter uma boa carreira, mas como eu sou prodigiosamente magnífica, de um jeito fora do comum, minha vida profissional vai se destacar na multidão”. Então se uma geração inteira tem como objetivo um gramado verde e com flores, cada indivíduo GYPSY acaba pensando que está predestinado a ter algo ainda melhor:

Um unicórnio reluzente pairando sobre um gramado florido.


Mas por que isso é uma ilusão? Por que isso é o que cada GYPSY pensa, o que põe em xeque a definição de especial: es-pe-ci-al | adjetivo | melhor, maior, ou de algum modo diferente do que é comum.

De acordo com esta definição, a maioria das pessoas não são especiais, ou então “especial” não significaria nada.

Mesmo depois disso, os GYPSYs lendo isto estão pensando, “bom argumento… mas eu realmente sou um desses poucos especiais” – e aí está o problema.

Uma outra ilusão é montada pelos GYPSYs quando eles adentram o mercado de trabalho. Enquanto os pais da Ana acreditavam que muitos anos de trabalho duro eventualmente os renderiam uma grande carreira, Ana acredita que uma grande carreira é um destino óbvio e natural para alguém tão excepcional como ela, e para ela é só questão de tempo e escolher qual caminho seguir. Suas expectativas pré-trabalho são mais ou menos assim:


Infelizmente, o mundo não é um lugar tão fácil assim, e curiosamente carreiras tendem a ser muito difíceis. Grandes carreiras consomem anos de sangue, suor e lágrimas para se construir – mesmo aquelas sem flores e unicórnios – e mesmo as pessoas mais bem sucedidas raramente vão estar fazendo algo grande e importante nos seus vinte e poucos anos.

Mas os GYPSYs não vão apenas aceitar isso tão facilmente.

Paul Harvey, um professor da Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos, e expert em GYPSYs, fez uma pesquisa onde conclui que a geração Y tem “expectativas fora da realidade e uma grande resistência em aceitar críticas negativas” e “uma visão inflada sobre si mesmo”. Ele diz que “uma grande fonte de frustrações de pessoas com forte senso de grandeza são as expectativas não alcançadas. Elas geralmente se sentem merecedoras de respeito e recompensa que não estão de acordo com seus níveis de habilidade e esforço, e talvez não obtenham o nível de respeito e recompensa que estão esperando”.

Para aqueles contratando membros da geração Y, Harvey sugere fazer a seguinte pergunta durante uma entrevista de emprego: “Você geralmente se sente superior aos seus colegas de trabalho/faculdade, e se sim, por quê?”. Ele diz que “se o candidato responde sim para a primeira parte mas se enrola com o porquê, talvez haja um senso inflado de grandeza. Isso é por que a percepção da grandeza é geralmente baseada num senso infundado de superioridade e merecimento. Eles são levados a acreditar, talvez por causa dos constantes e ávidos exercícios de construção de auto-estima durante a infância, que eles são de alguma maneira especiais, mas na maioria das vezes faltam justificativas reais para essa convicção”.

E como o mundo real considera o merecimento um fator importante, depois de alguns anos de formada, Ana se econtra aqui:


A extrema ambição de Ana, combinada com a arrogância, fruto da ilusão sobre quem ela realmente é, faz ela ter expectativas extremamente altas, mesmo sobre os primeiros anos após a saída da faculdade. Mas a realidade não condiz com suas expectativas, deixando o resultado da equação “realidade – expectativas = felicidade” no negativo.

E a coisa só piora. Além disso tudo, os GYPSYs tem um outro problema, que se aplica a toda sua geração:

GYPSYs estão sendo atormentados

Obviamente, alguns colegas de classe dos pais da Ana, da época do ensino médio ou da faculdade, acabaram sendo mais bem-sucedidos do que eles. E embora eles tenham ouvido falar algo sobre seus colegas de tempos em tempos, através de esporádicas conversas, na maior parte do tempo eles não sabiam realmente o que estava se passando na carreira das outras pessoas.

A Ana, por outro lado, se vê constantemente atormentada por um fenômeno moderno: Compartilhamento de Fotos no Facebook.

As redes sociais criam um mundo para a Ana onde:
A) tudo o que as outras pessoas estão fazendo é público e visível à todos;
B) a maioria das pessoas expõe uma versão maquiada e melhorada de si mesmos e de suas realidades;
C) as pessoas que expõem mais suas carreiras (ou relacionamentos) são as pessoas que estão indo melhor, enquanto as pessoas que estão tendo dificuldades tendem a não expor sua situação. Isso faz Ana achar, erroneamente, que todas as outras pessoas estão indo super bem em suas vidas, só piorando seu tormento.


Então é por isso que Ana está infeliz, ou pelo menos, se sentindo um pouco frustrada e insatisfeita. Na verdade, seu início de carreira provavelmente está indo muito bem, mas mesmo assim, ela se sente desapontada.

Aqui vão alguns conselhos para Ana:

1) Continue ferozmente ambiciosa. O mundo atual está borbulhando de oportunidades para pessoas ambiciosas conseguirem sucesso e realização profissional. O caminho específico ainda pode estar incerto, mas ele vai se acertar com o tempo, apenas entre de cabeça em algo que você goste.

2) Pare de pensar que você é especial. O fato é que, neste momento, você não é especial. Você é outro jovem profissional inexperiente que não tem muito para oferecer ainda. Você pode se tornar especial trabalhando duro por bastante tempo.

3) Ignore todas as outras pessoas. Essa impressão de que o gramado do vizinho sempre é mais verde não é de hoje, mas no mundo da auto-afirmação via redes sociais em que vivemos, o gramado do vizinho parece um campo florido maravilhoso. A verdade é que todas as outras pessoas estão igualmente indecisas, duvidando de si mesmas, e frustradas, assim como você, e se você apenas se dedicar às suas coisas, você nunca terá razão pra invejar os outros.



Colaboração: QGA. Fonte original em inglês: Wait but why.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Tendências na educação em 2015

É cada vez mais comum encontrar plataformas tecnológicas – e atrativas – para promover aprendizado, jogos que imediatamente elaboram rankings da classe ou ferramentas que geram relatórios com desempenho de alunos. Mas professores ainda sentem falta de um norte que apoie e fomente estratégias para impulsionar o desempenho de alunos. Especialistas ouvidos consideram que 2015 pode começar a mudar esse quadro e veem como tendências que estarão no centro do debate educacional a adoção de plataformas de gestão de dados, o aprendizado baseado em competências e as novas formas de avaliar e de certificar conhecimentos. É por meio deste pacote inovador, segundo eles, que se conseguirá fomentar o empreendedorismo, a consciência e competências para resolver problemas urgentes relacionados à sustentabilidade e desenvolver as habilidades do Século XXI.

Tudo começa com o enfrentamento de dois grandes desafios: a garantia de conectividade plena, que permitirá acesso a recursos multimídia de maneira eficiente, e uma formação de professores que os prepare para inovar e lidar com ferramentas digitais.

Outra questão a caminho de ser resolvida é a fragmentação do ecossistema de tecnologias educacionais. Assim como acontece no mundo do entretenimento e dos sistemas operacionais de celulares, o impacto da tecnologia trouxe claros benefícios, mas gerou uma quantidade enorme de dados de aplicações — que nem sempre conversam entre si –, como jogos, plataformas adaptativas e aplicativos usados dentro ou fora da sala de aula. Por isso, Michael Horn, cofundador e diretor-executivo do Clayton Christensen Institute, vê o setor caminhando para a adoção de ambientes integradores conhecidos como LRM (sigla em inglês para programas de computador de gestão de aprendizado). ‘Eles são similares aos CRM [acrônimo também em inglês para ferramentas de gestão de relacionamento com o cliente, muito presentes em setores como o comércio] e surgem como uma nova categoria de ferramentas que tornarão mais produtivos os ensinos online, híbrido e por competências, além do desmembramento dos cursos universitários’, diz.

Horn coloca como pioneiras neste nicho empresas americanas como a Fidelis Education (onde ele também é um dos executivos) e a Motivis Learning, nascida a partir da College for America, uma iniciativa online da Southern New Hampshire University, que se dedica a ensinar e certificar competências através de projetos realizados totalmente à distância. ‘Essa tendência de LRMs crescerá rapidamente na educação superior em 2015, sendo seguida pelo ensino corporativo e, depois, pela educação básica nos próximos anos’, explica.

Este tipo de solução tecnológica também surge para tratar de um problema ligado à maneira com que o professor e líderes educacionais devem interagir com os dados. Se apenas o ‘dado útil’ fosse coletado, seria mais fácil para tomar iniciativa, perceber falhas e corrigir o caminho de cada estudante. Mas isso não é tão simples, como explica o professor Alex Bowers, do Teachers College, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. ‘Mais dados não geram melhor desempenho, da mesma maneira que dirigir por um caminho mais longo não implica diretamente em uma melhora do caminho até o trabalho’, compara.

Ao longo do ano, os testes padronizados que formam rankings e que tanto preocupam gestores e políticos, também devem ocupar o centro da arena de debate e sofrer questionamento maior. David Albury, consultor independente de educação e diretor do Innovation Unit, chega a falar até em ‘desilusão’ com este tipo de método para avaliar desempenho escolar. ‘Mais e mais países começam a entender as características e competências que jovens precisam para sobreviver e ser bem-sucedidos no Século XXI, como tomar iniciativa, criatividade, resolução de problemas de forma colaborativa, etc’, diz Albury.

Uma das receitas para alcançar esse aprendizado mais profundo, que dê conta das competências inter e intrapessoais, é novamente o uso da tecnologia e o olhar criterioso para os dados. Em recente estudo do grupo editorial Pearson, os consultores Michael Barber e Peter Hill preveem uma ‘revolução’ que tirará o professor do trabalho repetitivo e permitirá testes personalizados. ‘No lugar dos cumulativos, é possível realizar apenas aqueles com propósito específico [com possibilidade de repetição] e proporcionar relatórios que incentivam o crescimento sem a ideia de sucesso ou fracasso’, diz o documento.

As avaliações personalizadas ainda facilitam uma mudança que permeia todo o processo de aprendizado, que deixa de ser guiado pelo tempo e passa a ser baseado em competências. Métodos como o ensino baseado na resolução de problemas e o uso elementos do mundo dos jogos são algumas das formas de conectar aprendizados com o mundo real.

Colaboração: Porvir.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Por que os alunos não aprendem com seus slides

Não se preocupe, todos já fizemos isso: ficamos acordados até tarde na véspera de dar aula às 8 da manhã. Então o que você faz? Joga algum texto no PowerPoint e se prepara para falar sobre os tópicos. Não vai fazer nenhum mal, né? Você pode nem ler os slides inteiros – eles só vão ajudá-lo a dar sequência à aula, e se perder o ritmo, o texto estará lá para te ajudar.

Infelizmente, não importa se você está trabalhando as Grandes Navegações na quarta série ou física quântica com recém chegados à universidade, você pode estar prejudicando mais do que ajudando seus alunos.

Vamos explorar por que o design instrucional na maioria das vezes não funciona com estudantes e quando você deve ensinar com PowerPoint – e também quando deve evitá-lo. Tudo começa um pequeno conceito chamado de “carga cognitiva”.

Muita coisa para o estudante processar: imagine o cérebro dos estudantes como uma caixa. Conforme você começa a jogar pedras, ela fica mais e mais pesada – e assim, é mais difícil para o estudante aguentá-la e mantê-la organizada. Basicamente, essa é a definição de carga cognitiva. Ela descreve a capacidade da memória do nosso cérebro em suportar e processar partes de informação. Todos temos uma limitação de memória, então quando temos que lidar com informações de mais de uma maneira, a carga fica mais pesada e mais difícil de ser controlada.

Na sala de aula, a carga cognitiva do estudante é muito afetada pela origem externa da informação – em outras palavras, a maneira pela qual ela é apresentada a eles. Todo professor instintivamente sabe que existem jeitos melhores – e piores – de apresentar um conteúdo. A razão para isso, segundo pesquisas, é que, ao aliviar a carga, fica mais fácil para o cérebro do estudante acessar a informação e a transformar em memória.

Ensinar com slides de texto do PowerPoint durante uma leitura em voz alta, infelizmente, significa o mesmo que jogar muitas pedras dentro da caixa do aluno e faz com que ele retroceda.

O efeito de redundância: a apresentação simultânea de um texto de modo visual e oral, como slides de PowerPoint, atualmente é muito comum nas salas de aula. Pense a respeito: quantas você entrou em uma sala ou auditório e viu uma professora lendo textos dos slides?

Um estudo australiano do final dos anos 1990 (o 1999 Kalyuga Study) comparou o resultado acadêmico de um grupo de universitários que assistiu a uma aula de um professor que usou texto e áudio (o que significa que havia palavras na tela enquanto ele falava) com um outro em que os alunos só ouviam a uma explicação sem PowerPoint. Os pesquisadores concluíram que a utilização de estímulos visuais com palavras durante uma apresentação aumenta a carga cognitiva, em vez de diminui-la.

Isso se deve ao chamado efeito redundante. A redundância verbal “surge da apresentação verbal e discurso na íntegra”, aumentado o risco de sobrecarregar a capacidade de memória – por isso, pode causar efeito negativo no aprendizado.

Considere, por exemplo, uma aula de ciências sobre cadeias alimentares. O professor pode começar explicando a diferença entre carnívoros e herbívoros. Aparece um slide com a definição de cada termo. O professor começa a ler diretamente do slide. As partes duplicadas de informação – falada e escrita – não vão reforçar positivamente uma a outra; no lugar disso, as duas sobrecarregam as habilidades do estudante em controlar a informação.

Pesquisadores como John Sweller e Kimberly Leslie defendem que seria mais fácil para estudantes aprenderem as diferenças entre carnívoros e herbívoros se eles fechassem os olhos e só ouvissem à explicação. Mas estudantes que ficam com olhos fechados durante a aula são acusados de “não estarem prestando a devida atenção”.

Como aliviar a carga: então o que fazer? Como garantir que as crianças aprendam a partir de suas explicações orais em vez de ficarem com o cérebro saturado? (Empreendedores, saibam que isso também poderia ser aplicado em suas apresentações!).

Richard Mayer, um neurocientista da Universidade de Santa Barbara e autor do livro “Multimedia Learning” (Aprendizado multimídia) oferece a seguinte receita: elimine elementos textuais de suas apresentações e passe a falar por tópicos, compartilhando imagens ou gráficos com os alunos.

Este método, segundo Mayer, é particularmente apropriado para assuntos em que gráficos geométricos e imagens são cruciais para a compreensão dos conceitos-chave, como cadeia alimentar, cálculo de área de uma superfície ou ciclo da água.

Outros estudos, como um outro estudo separado feito por Leslie et al (2012), sugere que misturar pistas visuais com explicações orais (em aulas de matemática e ciências, em particular) é essencial e eficiente. No estudo de Leslie, um grupo da quarta série que não sabia nada sobre magnetismo aprendeu significativamente mais quando teve contato tanto com imagens quanto com a explicação do professor em comparação a outro grupo que só teve a explicação oral.

Você é professor de ciências? Coloque uma foto dos dentes de um leão e de uma zebra na tela enquanto explica a diferença entre carnívoros e herbívoros. Ensina estudos sociais? Coloque em volta da data “1776” pinturas dos Pais Fundadores dos Estados Unidos assinando a Declaração de Independência (o mesmo vale para a História brasileira), em vez de incluir fatos relacionados em sua apresentação.

E se você tem dificuldades em tirar completamente as palavras de suas apresentações em PowerPoint, especialmente quando quer que os estudantes tomem nota, aqui vão mais algumas dicas:
– Limite-se a uma palavra por slide. Se for explicar termos, tente coloca-lo associado a um conjunto de imagens – e peça para os alunos para deduzirem;
– Obedeça ao “princípio da personalização”, que basicamente diz que atrair leitores entregando conteúdo de modo conversacional vai aprimorar o aprendizado. Por exemplo, Richard Mayer sugere usar muitos “Eus” e “Vocês” em seu discurso, porque alunos reagem melhor à linguagem mais informal.

Colaboração: Porvir.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

SENAI no Sul In Moda

O SENAI Criciúma esteve presente em mais um evento de moda esta semana, o Sul In Moda. No evento, foi possível encontrar trabalhos expostos pelos alunos dos cursos técnicos e superiores, além de um lounge com puffs para descanso, revistas de tendências para a moda e confecção, e um computador para acesso ao site WGSN, um portal de informações de moda que é referência mundial na área, trazendo dados sobre tendências em tecidos, cores, comportamentos, entre outras informações extremamente necessárias para todo o profissional da área.

Uso da crase

A crase caracteriza-se como a fusão de duas vogais idênticas, relacionadas ao emprego da preposição “a” com o artigo feminino a(s), com o “a” inicial referente aos pronomes demonstrativos aquela(s), aquele(s), aquilo e com o “a” pertencente ao pronome relativo a qual(as quais). Casos estes em que tal fusão se encontra demarcada pelo acento grave (`): à(s), àquela, àquele, àquilo, à qual, às quais.

Trata-se de uma particularidade gramatical de relevante importância, dado o seu uso de modo frequente. Diante disso, compreender os aspectos que lhe são peculiares, bem como sua correta utilização é, sobretudo, sinal de competência linguística, em se tratando dos preceitos conferidos pelo padrão formal que norteia a linguagem escrita.

Há que se mencionar que esta competência linguística, a qual se restringe a crase, está condicionada aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal e nominal, mais precisamente ao termo regente e termo regido. Ou seja, o termo regente é o verbo ou nome que exige complemento regido pela preposição “a”, e o temo regido é aquele que completa o sentido do termo regente, admitindo a anteposição do artigo a(s).

A crase não ocorre: antes de palavras masculinas; antes de verbos, de pronomes pessoais, de nomes de cidade que não utilizam o artigo feminino, da palavra casa quando tem significado do próprio lar, da palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com palavras repetidas (dia a dia).

Abaixo, cinco vídeos para entendermos melhor o uso da crase:

Quando usar a crase?


Regras para uso da crase


Como eu uso a crase?


Dicas sobre uso da crase


Dicas simples para usar crase


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

E-book “Internet e Redes Sociais”

O e-book “Internet e Redes Sociais” tem objetivo fornecer aos pais e outros educadores, informação acerca da relação dos mais novos com os meios de comunicação, no sentido de promover uma relação e um uso mais crítico e criterioso.

Nos últimos tempos, tem-se assistido a um crescimento exponencial do uso das redes sociais, sendo inegável o seu impacto no processo de socialização e de comunicação dos públicos que as utilizam. O e-book ajuda-nos a entender o impacto que estas redes causam em nossa vida pessoal e na sociedade em geral, sendo uma excelente forma de maximizar o proveito do potencial das redes sociais.

Para fazer o download do livro, acesse este link.